domingo, 7 de dezembro de 2008

A substancial luz do Sol

Como é surpreendente a gama diversa de sensações indecifráveis que seus pequenos gestos isentos de malícia me fazem lastimar.
O toque chega ao seu estimado fim proposto de mil formas, e a conseqüência que mais me torna mirone são as lágrimas que me causa.
Lágrimas essas que movem-se de um pólo a outro com destreza peculiar de um brioso artista plástico que transforma a essência da forma em pura beleza magnífica conceitual.
A lágrima viaja entre o amor e a dor, o fel e o mel contrariando-se dentro de um estorvo compassivo. Tanto na felicidade de contemplar sua beleza, quanto no vazio da sua indiferença. A lágrima provém daquilo que me faz sentir, parte dos momentos felizes que pude me entregar por completo visando seu sorriso, aos momentos onde tive que superar e ser forte ao te ver longe demais onde não pude mais tocá-la.
As dores da experiência nos enchem de medos. Construímos muralhas ao nosso redor e nos abrigamos em redomas de vidro, mas as flores precisam da luz magnificente do Sol, a estrela mãe, para desabrochar. Se a flor não for exposta aos riscos do campo desvalido, não irá nunca exalar a beleza ímpar de suas belas pétalas abertas e perfumadas.

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