segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O vazio é o que preenche

Certas noites onde sou abandonado pelo sossego doce e maternal do sono, me encontro diante de pensamentos sobre aquilo que sinto e é substancial para mim.
Penso nas histórias do passado, nos amores que se foram me fazendo sorrir e chorar, amores que apesar das marcas, me obrigam a continuar caminhando pela estrada sem olhar para trás.
E depois do estorvo da derrota, da dor da tortura do adeus, resta o abraço do envolvente e gélido vazio. E esse, que se torna companheiro fiel justo ao abandono do amor, faz-me uma criança solitária em um cômodo sem móveis, sem luz, sem compreensão.
A verdade do amor se torna incognoscível, valor de essência mutável, diferente a todo momento e situação. Mas o sentir é vulnerável e me entrego a intensidade da dedicação pelo sorriso daquela que cativa meu coração, e essa vontade pela satisfação da felicidade de quem amo às vezes se torna uma vela acesa no escuro. A tênue luz é apenas para recordar dos dias lindos e das noites onde ia dormir com o seu perfume em minhas mãos.
O vazio que hoje abraça, sem dúvida é o pior carrasco. A dor da saudade, da negação é muito menor que a dor do nada, nada esse que é uma palavra sem definição.
A felicidade maior é poder amar.

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